Jejum

Esta página é dedicada a assuntos relacionados a jejum.

Talvez a maioria não saiba mas em uma fase de minha vida comecei a buscar a Alimentação Prânica, assim dedico um tempo de meus estudos para aprofundar sobre o tema.  Este espaço é um local onde digitei uma boa parte de um livro onde o autor desenvolve possíveis teorias que sustentam a possibilidade de viver sem comer.

Venho fazendo experiências de jejuns nos últimos anos, onde cheguei a ficar 4… 5 meses me alimentando de água e no máximo sucos, fiz exames de sangue e tudo estava em perfeito estado, segundo o médico “dentro dos melhores padrões”.

segue abaixo uma parte do livro de Mario Sanches:

Circuito Balanceado Hormonal no Jejum

1) No hipotálamo ocorre o comando espírito-mente-corpo (estado de consciência).

2) Abaixo do hipotálamo entra a luz para a pineal – excitação e inibição, gônadas – libido.

3) Hipófise – para tiróide-suprarenal-gônodas, corticotropina.

4) Adernérgicos-adrenocorticóides.

5) Insulina-glucagon – feedback da glicose regula pâncreas.

6) Glicose-glicogênio-hexoquinase.

7) Neoglicogenese-gliconeogenese – corticotropina.

8) Glicose-fotosfosforilação cíclica.

9) Ciclo das pentoses – refazer glicose com ATP-ATP e fosfocreatina.

10) Ácido pirúvico-acido cítrico, ciclo de Krebs = ATP; fosfogliconato.

11) Reação de Hill – água.

12) Respiração aeróbica – ar.

CO2 + H2 + N2 = CH2O2n

Hemoglobina; metabolização celular.

13) No jejum total ocorre o feedback celular.

14) Osmose-bomba sódio-potássio; membrana celular, hemóstase-homeostase; magnésio – fósforo.

1)No Hipotálamo Ocorre o Comando Espírito-mente-corpo (estado de consciência)

Guyton, pág. 373-4: “…O hipotálamo proporciona a via de saída mais importante, através da qual o sistema límbico controla muitas funções capitais do organismo, especialmente as vegetativas, que são funções involuntárias essenciais à vida…”.

“…Algumas destas funções são (1) regulação da frequência cardíaca e pressão arterial, (2) regulação da temperatura corporal, (3) regulação da osmolaridade dos fluidos orgânicos, (4) regulação da ingestão de alimento e (5) regulação da secreção de hormônios hipofisários.”

2)Abaixo do Hipotálamo Entra o Comando da Luz para a Pineal

Guyton, pág. 547: “…Primeiro, a glândula pineal é controlada por sinais neurais produzidos pela intensidade da luz avaliada pelos olhos a cada dia. Por exemplo, no crisceto, mais de 13 horas de escuridão por dia ativam a glândula pineal, e enquanto uma escuridão de menos duração não a ativa.

“Segundo, a glândula pineal secreta melatonina e outras substancias semelhantes. A melatonina ou qualquer uma das outras substancias passa, por meio do sangue ou do liquido do terceiro ventrículo, até a hipófise anterior, onde inibe a secreção de hormônios gonadotróficose, como resultado, as gônadas ficam inibidas e chegam até a involuir. Isso é o que ocorre nos meses do inverno. Mas, após seis meses de disfunção, os hormônios gonadotróficos se libertam do efeito inibitório da glândula pineal e as gônadas voltam a ser funcionais mais uma vez, prontas para a completa atividade primaveril.”

Mas, terá a glândula pineal uma função semelhante de controle da reprodução na espécie humana> A resposta ainda está longe de ser conhecida. Entretanto, tumores da região pineal são, muitas vezes, associados a graves disfunções hipo ou hipergonádicas.

Nos meados de 1960, Richard Jay Wurtman, M.D., Professor Associado de Endocrinologia e Metabolismo no Instituto Tecnológico de Massachussets, informou que o hormônio do crescimento e as secreções hormonais reprodutivas em alguns mamíferos eram regulados pelos hormônios segregados pela glândula pineal chamado melatonina.

Efeitos biológicos da luz – O dr. Wurtman descobriu que a liberação da melatonina era controlada por ligações nervosas entre os olhos e a glândula pineal. Motivo pelos estudos com animais, Wurtman descobriu que a mesma resposta ocorria nos humanos.

Essa reação começa quando a luz atinge os receptores óticos da retina. Os neurônios da retina reagem com uma corrente ou padrão de impulsos nervosos que viajam ao longo das fibras do nervo ótico. Muitos desses impulsos vão diretamente aos centros nervosos de cérebro associados com a visão. Entretanto, uma parte menor desses impulsos se ramifica por fora dos nervos do hipotálamo usados na regulagem do sistema nervoso simpático.

Do hipotálamo, aqueles impulsos nervosos percorrem uma rota de circuito para a glândula pineal, onde certos impulsos e intensidades agem na liberação de vários neurormônios e neuropeptídios. A glândula pineal é considerada a glândula reguladora principal do sistema endócrino do corpo humano. A glândula pineal, algumas vezes considerado o “terceiro olho” nos escritos esotéricos, monitora a luminosidade e ajusta o balanço hormonal do corpo de acordo com essa luminosidade.

Existe evidencias dando suporte à teoria de que a pele toda, bem como os olhos, reage ao espectro luminoso. As células de Langherans na pele parecem agir como fotocélulas, transformando a energia luminosa em impulsos bioelétricos.

O dr. Russell J… biólogo celular, reitor da Universidade do Texas, Centro da Ciência da saudade Santo Antonio, pode informar-nos, pois ele pesquisou a melatonina durante 30 anos. Esses estudos levaram-no à conclusão de que a melatonina permanece a mais poderosa molécula antioxidante já descoberta, um hormônio que pode parar o relógio biológico, retrocedendo os desgastes da idade. Os cientistas podem estar no limiar de descobrir a “fonte da juventude” que Ponce de Leon apenas sonhava.

A melatonina deriva naturalmente do triptófano e da serotonina.

3) Hipófise (ou Pituitária)

Guyton, pág. 494: “…A glândula hipófise, também chamada de pituitária, é uma glândula pequena – Com um diâmetro menor que 1 cm e cerca de 0,5 a 1,0 g de peso – que se localiza na sela túrica na base do cérebro, e está ligada ao hipotálamo pelo pedículo hipofisário uo pituitário. Fisiologicamente, a hipófise pode ser dividida em duas porções diferentes: a hipófise anterior, também conhecida como adenoipófise, e a hipófise posterior, ou neuroipófise.

“Seis hormônios muito importantes e alguns outros menos importantes são secretados pela adenoipófise, e dois menos importantes são secretados pela neuroipófise. Os hormônios da adenoipófise desempenham importantes papéis no controle das funções metabólicas em todo o corpo…”.

Guyton, pág. 492: “…o hormônio adrenocorticotrófico da glândula hipófise anterior (ou adenoipófise), por exemplo, estimula especificamente o córtex da suprarrenal….

Guyton, pág. 494: “…Hormônios: (1) hormônio do crescimento; (2) adrenocoticotropina; (3) hormônio estimulante da tireoide; (4) prolactina; (5) hormônio fólico-estimulante; (6) hormônios leuteinizante”.

Guyton, pág. 458: “…Efeito da corticotropina e glicacorticóides na gliconeogênese. Quando quantidades normais de glicídios não estão disponíveis para as células, a glândula pituitária anterior, por razões ainda não completamente conhecidas, começa a secretar quantidades aumentadas de corticotropina que estimulam o córtex adrenal a produzir grandes quantidades de hormônios glicocorticóides, especialmente cortisol. Em seguida, o cortisol metaboliza proteínas de praticamente todas as células do organismo, tornando-as disponíveis na forma de aminoácidos nos líquidos orgânicos. Uma alta proporção destes é imediatamente desaminada no fígado, e, em conseqüência, proporciona substratos ideais para a conversão em gliconeogênese é estimulada ocorre pela liberação de glicocorticóides pelo córtex adrenal.”

(4) Adrenérgicos/Adrenocorticóides

Guyton, pág. 509: “…Efeito do cortizol sobre o metabolismo de carboidratos – estimulação da gliconeogênese. Sem dúvida, o efeito metabólico mais bem conhecido do cortisol e de outros glicocorticóides sobre o metabolismo é sua capacidade de estimular a gliconeogênese em até 6 a 10 vezes. Isso resulta de vários diferentes efeitos do cortisol.

“Primeiro, o cortisol aumenta o transporte de aminoácidos dos líquidos extracelulares para as células hepáticas. Isso, obviamente, aumenta a disponibilidade de aminoácidos em glicose são aumentadas pelas células hepáticas. A concentração de RNA também está aumentada nessas células. Por conseguinte, acredita-se que os glicocorticóides ativem a formação nuclear de RNA mensageiro que, por sua vez, origina a síntese do conjunto de enzimas necessárias à Gliconeogênese.

“Terceiro, o cortisol causa a mobilização de aminoácidos nos tecidos extra-hepáticos, sobretudo no músculo. Como resultado disso, há disponibilidade de um número ainda maior de aminoácidos do plasma para entrar no processo de gliconeogênese do fígado e, assim promover a formação de glicose.”

Aqui nós devemos intervir para contemplar o que é evidente: quando ingerimos aminoácidos eles não são acumulados nos músculos, porem são desaminados e os cetoácidos passam ao ciclo da glicose naturalmente para produzir energia. (ver item 9.)

(5) Insulina/Glucagon

Guyton, pág. 523: “…Regulação da concentração sanguínea de glicose: No indivíduo normal, o controle da concentração de glicose sanguínea ocorre em uma faixa muito estreita, geralmente entre 80 e 90 mg/100 ml de sangue no indivíduo em jejum, de manhã, antes do café. Essa concentração aumenta a 120 a 140 mg/100 ml durante a primeira hora depois de uma refeição, mas os sistemas de feedback de controle da glicose sanguínea retornam a concentração de glicose ao nível de controle, em geral duas horas após a ultima absorção de carboidratos. Inversamente, no jejum, a função da gliconeogênese no fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicose sanguínea de jejum…”

Guyton, pág. 524: “…O fígado funciona como um sistema tampão muito importante para a glicose sanguínea. Isto é, quando a glicose sanguínea aumenta muito após a refeição e aumenta também a secreção de insulina, cerca de dois terços da glicose absorvida do intestino são quase que imediatamente armazenados no fígado sob a forma de glicogêneo. Em seguida, durante as horas subsequentes, quando diminuem tanto a glicose de volta para o sangue.

“É bastante claro que tanto a insulina como a glucagon funcionam como mecanismos de feedback – importantes, mas distintos – para a manutenção de uma concentração sanguínea normal de glicose. Quando essa concentração aumenta até valores muito altos, é secretada insulina; essa insulina faz com que a concentração de glicose diminua até o normal. Inversamente, uma redução da glicose sanguínea estimula a secreção de glucagon; o glucagon, então, atua no sentido oposto, aumentando a glicose sanguínea em direção a seu valor normal. Na maioria das condições normais, o mecanismo de feedback da insulina é, provavelmente, bem mais importante que o do glucagon.”

Devemos entender guyton – “condições normais” significa comendo a toda hora.

6) Glicose/Glicogênio/Hexoquinase

Gutton, pág. 524: “…Importância da glicose sanguínea. Poder-se-ia fazer a seguinte pergunta: Por que é importante manter a concentração de glicose sanguínea constante, particularmente uma vez em que a maioria dos tecidos pode alterar o uso de lipídios e proteínas como fonte de energia no emprego de glicose? A resposta é que a glicose é o único nutriente capaz de ser utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo epitélio germinativo das gônadas em quantidade suficiente para supri-los com a energia necessária. Por conseguinte, basta manter a concentração de glicose sanguínea em um nível suficientemente alto para fornecer essa nutrição necessária”.

A maior parte da glicose formada por gliconeogênese durante o período inter-digestivo é usada no metabolismo cerebral. Na realidade, é importante que o pâncreas não secrete qualquer quantidade de insulina neste período, porque, caso contrário, os escassos suprimentos disponíveis de glicose entrariam todos nas células musculares e em outros tecidos periféricos, deixando o cérebro sem uma fonte nutritiva.

Lembremos que a descarga de insulina é provocada por adrenalina, e esta pode ser liberada por uma urgente mensagem do cérebro quando houver necessidade de defesa.

Veremos mais a frente que a enzima hexoquinase é a única enzima automaticamente prevista no DNA; ela se destina a quebrar a glicose em 2 ácidos pirúvicos, extraindo sua energia para uso do corpo.

7) Neoglicogênese/Gliconeogenese

Guyton, pág. 458: “…Quando os depósitos orgânicos de glicocídio caem abaixo do normal, quantidades moderadas de glicose podem ser formadas a partir de aminoácidos e de glicerol dos lipídios. Esse processo é chamado gliconeogênese…”.

Nós devemos lembrar: “Sob condições alimentares habituais” já se ocorre a um processo de converter outros materiais em glicose, se faltar.

Segue Guyton: “…Regulação da gliconeogênese. A redução dos glicídios nas células e o decréscimo do açúcar sanguíneo são os estímulos básicos que determinam um aumento na velocidade da gliconeogênese. A diminuição de glicídios pode provocar diretamente a reversão de muitas reações das vias glicolíticas e fosfogliconato, assim possibilitando a conversão de aminoácidos e glicerol em glicídios. Contudo, em adiantamento, muitos dos hormônios secretados pelas glândulas endócrinas são sobremodo importantes nessa regulação”.

“Efeito da corticotropina e glicocorticóides na gliconeogênese. Quando quantidades normais de glicídios não estão disponíveis para as células, a glândula pituitária anterior, por razões ainda não completamente conhecidas, começa a secretar quantidades aumentadas de corticotropina que estimulam o córtex adrenal a produzir grandes quantidades de hormônios glicocorticóides, especialmente cortisol. Em seguida, o cortisol mobiliza proteínas de praticamente todas as células do organismo, tornando-as disponíveis na forma de aminoácidos nos líquidos orgânicos. Uma alta proporção destes é imediatamente desaminada no fígado e, em conseqüência, proporciona substratos ideais para a conversão em glicose. Portanto um dos mais importantes meios pelo qual a gliconeogênese é estimulada ocorre pela liberação de glicóides pelo córtex adrenal.”

Observação: como já sabemos ao estudar a PINEAL, a ciência reconhece o estimulo da luz como fator que provoca emissão dessas ordens à Hipófise, também chamadas de pituitária.

8) Glicose/Fotofosforilação Cíclica

Guyton, pág. 454: “…O mais importante meio pelo qual a energia é liberada da molécula de glicose é o processo de glicose e a oxidação dos produtos finais da glicose. Glicose significa a quebra da molécula de glicose para formar duas moléculas de ácido pirúvico…”.

“…Formação de adenosina-trifosfato (ATP) durante a glicose. A despeito de muitas reações químicas na via glicolítica, pouca energia é liberada. Entretanto, duas moléculas de ATP são formadas de cada molécula de glicose utilizada. Essa quantidade de 16.000 calorias de energia é armazenada na forma de ATP, mas durante a glicólise um total de 56.000 calorias de energia perde-se da glicose original, dando uma eficiência global de 29% para a formação de ATP. Os remanescentes 71% de energia são perdidos na forma de calor.”

Lehninger, pág. 471”…Durante o fluxo cíclico de elétrons não há formação liquida de NADPH, nem há qualquer liberação de oxigênio. Entretanto, o fluxo cíclico de elétron é acompanhado pela fosforilação do ADP produzindo ATP, referida como fotofosforilação cíclica. A equação da reação total para o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação é simplesmente P + ADP + energia luminosa = ATP + H2O

“Acredita-se que o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação ocorram quando a célula vegetal já está amplamente suprida com o poder redutor na forma de NADPH, embora requeira ATP adicional para outras necessidades metabólicas. Entretanto, pouco é conhecido sobre a regulação da via cíclica.”

“Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 69/70: “…A maior parte da energia utilizada pelos seres vivos provem da luz solar. A energia luminosa é transformada em energia química através da fotossíntese.

“quando um raio de luz solar atravessa um prisma de vidro, ele se decompões em sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.”

“Acontecerá o inverso se estes feixes agora forem passados por um outro prisma com a disposição inversa ao primeiro, e teremos luz branca novamente. A luz é constituída por ‘partículas luminosas’, altamente energéticas, denominadas pela energia dos fótons que a compõem, sendo menos energéticos os da cor vermelha e mais energéticos os da luz violeta ou ultravioleta, uma vez que as vibrações luminosas prosseguem acima e abaixo de nossa percepção visual.

“Por sua vez, já estudamos que os elétrons estão organizados em camadas ao redor dos núcleos dos átomos. Se um elétron de um átomo for atingido por um fóton, ele pode absorver a energia do fóton e ser impelido para uma órbita mais elevada, e nós diremos que esse átomo e a molécula à qual pertence estão ‘excitados’. Porem, os elétrons só podem ser excitados por fótons com cargas equivalentes as suas próprias, isto é, há elétrons que se excitam com cada uma das faixas luminosas do espectro. Esse elétron não pode absorver parte da energia do fótons, e sim somente a totalidade. Também pode perder essa energia, que é liberada, e retornar à sua órbita no átomo.”

Esse fenômeno é de vital importância para os seres vivos, pois é através dele que a energia luminosa é transformada em energia química. Os vegetais absorvem a energia luminosa e a transformam em energia química que é armazenada primariamente na molécula de glicose. Esse processo é conhecido como FOTOSSÍNTESE.

A principal molécula envolvida na fotossíntese é a clorofila. Quando moléculas de clorofila são atingidas por luzes de determinadas cores, alguns de seus elétrons são excitados, passando para órbitas mais altas, e a clorofila fica “excitada”. Esse modo, entretanto, é instável, pois, passado algum tempo, o elétron excitado libera a energia e volta à sua órbita. Quando separamos a clorofila para experiências, fora da planta, obtém-se a excitação, e o elétron líber, ao voltar à sua órbita, novamente a energia em forma de luz: é a fluorescência da clorofila.

Porém, quando a clorofila está no interior das células vegetais, a energia liberada pelo elétron é captada por um conjunto de substâncias químicas que a utilizam na síntese de ATP, que, como sabemos, tem suas ligações de segundo e terceiro fosfatos, altamente energéticas.

Dois conjuntos de reações são usadas para sintetizar o ATP: fosforilação fotocíclica ou fotofosforilação cíclica e fotofosforilação acíclica. Isso ocorre porque encontramos nos vegetais dois tipos de moléculas de clorofila: clorofila “a” e clorofila “b’.

Fotofosforilação cíclica. Nesta reação entra apenas a clorofila “a”, que recebe uma determinada cor de luz e se excita. E o elétron excitado, na verdade, pula fora da molécula de clorofila, a qual fica oxidada. Esse elétron energético é captado por uma substância chamada ferridoxina. E ai começa a percorrer a “cadeia transportadora de elétrons”, através de diversas substâncias das células vegetais, perdendo aos poucos sua carga emergética. Essa energia que vai sendo liberada é usada na síntese de ATP. É a energia luminosa que havia no fóton e se transformou em energia química das ligações dos fosfatos inorgânicos da molécula de adenosina trifosfato (ATP). Supomos que o elétron descarregado retorna à molécula de clorofila da espécie “a”, de onde havia saído. Hoje sabemos que o magnésio central da molécula de clorofila que possui as características convenientes para fornecer esse elétron, “batendo bola” com os fosfatos, conforme vimos ao examinar a cadeia periódica dos elementos. E da repetição dessas excitações e liberações, o vegetal vai armazenando energia.

Essa reação merece o nome de “foto”, pois ocorre em presença de luz, e deve ser denominada “fosforilação”, pois une radicais fosfatos de alta energia à adenosina, e podemos dizer que é cíclica, pois o elétron sai e retorna à clorofila, repetindo-se em ciclo9s indefinidamente.

9) Ciclo das Pentoses

Guyton, pág. 470: “…Apesar da grande importância do ATP como agente acoplante de transferência de energia, essa substância não constitui o depósito mais abundante de ligações fosfato ricas em energia nas células. Ao contrario, a fosfocreatina, que também encerra ligações fosfato ricas em energia, é muito mais abundante, pelo menos no músculo…”

“…A fosfocreatina não pode agir do mesmo modo que o ATP como agente acoplante na tranferencia de energia dos alimentos para o sistema funcionais celulares. Pode, porem, tranferir reversivelmente energia para o ATP. Quando quantidades extras de ATP estão disponíveis na célula, muito dessa energia é utilizado para sintetizar fosfocreatina, formando. Assim, num depósito de energia. Quando o ATP começa a ser consumido, a energia da fosfocreatina é transferida rapidamente de volta ao ATP, e deste para os sistemas funcionais das células.

“O nível energético maior na ligação fosfato rica em energia na fosfocreatina, 9.500 em comparação com as 8.000 calorias, faz com que a reação entre a fosfocreatina e o ATP se processe até um estado de equilíbrio bem a favor do ATP. Por isso, a mais leve utilização de ATP pelas células retira energia da fosfocreatina para sintetizar mais ATP. Este efeito mantém a concentração de ATP em um nível quase constante. Por isso, podemos chamar a fosfocreatina de composto ‘sobressalente’ ou ‘tamponante’ do ATP”.

Ciclo das pentoses. Foi em 1937 que se desfez a idéia de que a clorofila liberava oxigênio pela decomposição de gás carbônico (CO2). Foi R. Hill quem verificou que a quebra da molécula de água é que liberava oxigênio molecular. Essa reação é a fotólise da água ou reação de Hill. Esse é o processo pelo qual as plantas suprem a atmosfera de oxigênio respirável para todos seres vivos. E na reação de fotólise da água libertam-se elétrons que vão suprir as fulgas que constantemente ocorrem na clorofila “b”. E os íons de hidrogênio (H+) vão unir-se às moléculas de NADP, que se transformam em NADPH2.

Pelas três reações (fotólise da água, fotofosforilação cíclica e acíclica) os vegetais produzem ATP e NADPH, que serão utilizados depois na síntese de glicose, adicionando CO2.

A série de reações será conhecida como CICLO DAS PENTOSES.

Podemos resumir a descrição do ciclo das pentoses assim: 6 moléculas de gás carbônico, 6 pentoses (açucares com 5 átomos de carbono na molécula) e 12 NADPH2 reagem entre si, na presença de energia fornecida por ATP que se reduz a ADP. Nessa reação se produzem 12 NADP e seis moléculas de água, sobrando 12 trioses (moléculas de 3 carbonos); duas dessas trioses reagem entre si, produzindo uma hexose, que é a molécula da glicose, e das 10 trioses restantes de energia utilizada, veremos que foi a mínima possível, dando o máximo aproveitamento conhecido na natureza, como veremos a seguir.

Em outras palavras, podemos dizer que o ciclo das pentoses é a composição de CO2 em Glicose, utilizando os hidrogênios fornecidos pelo NADPH2 e a energia fornecida pelo ATP. Nada disso exige luz para acontecer, mas a luz começa o processo.

Com esses dados, costumamos escrever uma equação da reação química da fotossíntese assim:

6 CO2 + 12 H2O + luz/clorofila = C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

(Seis moléculas de gás carbônico mais doze moléculas de água, em presença de luz ativando a clorofila, formam uma molécula de Glicose, mais seis moléculas de oxigênio e seis moléculas de água.).

Acredita-se que só os vegetais podem fazer essa síntese da matéria orgânica a partir de substancias inorgânicas; porem, nós acreditamos que a síntese das pentoses pode ser feita no corpo dos animais a partir de materiais resultantes da quebra das própias glicoses ou de outros materiais orgânicos. Nossos cálculos se baseiam na necessidade de calorias para o funcionamento dos animais e do homem em particular. NÃO BASTA QUEBRAR O QUE COMEMOS. Para preencher as necessidades do corpo. Logo, há uma ressíntese com uso do CO2, ou levando a produzir glicose, ou glicogênio, ou diretamente ácido pirúvico, para então quebrá-lo. Ou a luz que entrou para a glândula pineal participa em alguns circulo fechado no corpo para completar a energia que nos falta?

Como já citamos no item 2, a luz entra em todos os tipos de estímulos para a vida e saúde do corpo.

No ciclo da fotossíntese fixam-se ligações de fósforos na molécula de ATP que serão usadas no ciclo das pentoses.

Nada impede que o corpo vivo use ATPs carregados na glicose para ativar o ciclo das pentoses a não ser a inibição constante provocada pela entrada de comida na alimentação. Temos no sangue e nos líquidos intercelulares CO2, H2, N2 e pentoses

O CO2 provém da quebra da glicose, o O2 existe na hemoglobina pela respiração, o H2 é resultado da quebra da glicose, e o N2, além de haver no ar em grande volume, também existe pela desaminação das proteínas, e só será “recusado” o do ar se seu índice no corpo estiver alto. Porem é claro que será recolhido se seu índice cair.

Guyton, pág. 261: “…Fatores que determinam a concentração de um gás dissolvido em liquido. A concentração de um gás em solução é determinada não apenas por sua pressão, mas também por seu coeficiente de solubilidade. Isto é, alguns tipos de moléculas, especialmente o gás carbônico, são física e quimicamente atraídos pelas moléculas de água, enquanto outros são repelidos. Obviamente, quando as moléculas são atraídas, um número muito maior delas pode ser dissolvido, sem que se desenvolva pressão excessiva na solução. Por outro lado, as que são repelidas desenvolverão pressões excessivas para quantidades muito pequenas de gás dissolvido.

“Esses princípios podem ser expressos pela fórmula seguinte, que é a lei de Henry:

“Concentração do gás dissolvido = pressão x coeficiente de solubilidade…”.

“Os coeficientes de solubilidade dos mais importantes gases respiratórios à temperatura corporal são: oxigênio – 0,024, gás carbônico – 0,57, nitrogênio – 0,012.”

Guyton, pág. 262: “…Difusão dos gases através dos tecidos. Os gases de importância respiratória são altamente solúveis em lipídios e, em consequência, são também altamente solúveis nas membranas celulares. Por causa disso, esses gases se difundem através das membranas celulares com pouco obstáculo. Em vez disso, a limitação principal aos movimentos dos gases nos tecidos é a velocidade com que esses gases podem se difundir através da água dos tecidos, e não através das membranas celulares. Portanto, a difusão dos gases através dos tecidos, inclusive através da membrana pulmonar, é quase igual à difusão dos gases através da água, como citado antes nos valores para a difusão dos diferentes gases respiratórios. Deve ser notado que o gás carbônico se difunde 20 vezes mais rápido que o oxigênio”.

“Se o coeficiente de difusão para o oxigênio for tomado como unidade, os coeficientes relativos de difusão para os diversos gases de importância respiratória são: oxigênio – 1; gás carbônico – 20,3; nitrogênio – 0,53”.

Essas observações do dr. Guyton são por nós associadas à recuperação de glicose em um ciclo das pentoses, recebendo o CO2 que não é eliminado se estiver abaixo de 48% de seu coeficiente de difusão. E também à maior elasticidade da síntese de proteína no processo de transaminação, recorrendo ao N2 do ar se não for proveniente da desaminação.

Lehniger, pág. 377: “…A maior parte da energia metabólica gerada nos tecidos provém da oxidação dos carboidratos e triacilgliceróis que juntos, alimentam até 90% da necessidade energética do homem adulto. O restante, de 10 a 15 %, dependendo da dieta, é fornecido pela oxidação dos aminoácidos.

“Embora os aminoácidos funcionem principalmente como unidades fundamentais para a biossíntese das proteínas, eles podem sofrer degradação oxidativa em três circunstâncias metabólicas diferentes. (1) Durante a dinâmica normal da degradação das proteínas do organismo, os aminoácidos liberados, se não forem necessários para a síntese de novas proteínas do organismo, podem sofrer degradação oxidativa. (2) Quando é ingerido excesso de aminoácidos com relação às necessidades de síntese de proteínas do organismo, o excedente pode ser catabolisado, pois os aminoácidos não conseguem ser armazenados. (3) Durante o jejum ou no diabetes mellitus.”

“…A remoção dos grupos a-amino da maioria dos L-aminoácidos é promovida pelas enzimas chamadas de transaminações, o grupo a-amino é enzimaticamente tranferido do aminoácido ao carbono do a-cetoglutarato, deixando atrás o correspondente a-cetoácido…”

Lehninger, pág. 438: “…Na maioria dos casos, o precursor do esqueleto dos aminoácidos não-essenciais é o ceto-ácido correspondente, derivado, no fim, dos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Os grupos amino são usualmente fornecidos pelas reações de transaminação ( pagina 377), a partir do glutamato, catalisadas pelas transaminases, que contem piridoxal fosfato como grupo prostético”.

Lehninger, pág. 439: “…Na maioria dos organismos os aminoácidos não-essenciis, a alanina e o aspartato se originam a partir do piruvato e do oxaloacetato, respectivamente, por transaminações a partir do glutamato”.

Lehninger, pág. 442: “…As vias que levam à síntese dos aminoácidos essenciais são geralmente longas (5 a 15 etapas) e mais complexas do que aquelas que levam aos aminoácidos não-essenciais, a maioria dos quais possui menos do que 5 etapas”.

Essas informações sobre síntese e conversão de proteínas mostram que há mão dupla de conversão entre os campos da glicose e dos aminoácidos. Lembramos que os catalisadores necessários são emitidos como feedback às situações que ocorrem; é claro que cada operação visa manter o equilíbrio, e haverá a operação tanto se falta como se sobrar.

10) Ácido Pirúvico/Ácido Cítrico, Ciclo de Krebs

Guyton, pág. 455; “…O estagio seguinte na degradação da glicose é a conversão de duas moléculas de ácido pirúvico em duas moléculas de acetilcoenzima A (acetil CoA) de acordo com a seguinte reação:… segue Guyton:…

“…O próximo estágio na degradação da molécula de glicose é chamado ciclo do ácido cítrico ( e também ciclo do ácido tricarboxilico ou ciclo de Krebs).

“Trata-se de uma seqüência de reações químicas na qual a porção acetil da acetil-CoA é degradada a diíxido de carbono e átomos de hidrogênio. Os átomos de hidrogênio são oxidados, liberando ainda mais energia para formar ATP. As enzimas responsáveis pelo ciclo do ácido cítrico estão todas contidas na matriz das mitocôndrias…”.

Resta descrever o ciclo de Krebs.(Cf.”Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 73 e seguintes.)

Nele serão produzidos mais 30 ATPs, totalizando 38 ATPs por molécula de Glicose decomposta na respiração aeróbica (v. item 12).

“Ciclo de Krebs. Este ciclo de reações fechadas sobre a decomposição da glicose também tem o seu nome de ciclo do ácido cítrico. É mais conhecido pelo nome do seu descobridor, Krebs”.

Inicialmente, o ácido pirúvico da quebra de glicose é decomposto em CO2 e num radical acetil. O acetil se incorpora a um ácido oxalacético que provem do final do ciclo anterior e com ele forma ácido cítrico. Utiliza para isso uma molécula de água. Esse ácido cítrico é que vai reagindo a partir daí, perdendo gás carbônico (Co2) e hidrogênio, voltando ao final sob a forma de ácido oxalacético, após ter gasto mais duas moléculas de água. Todos os hidogênios liberados pela degradação do ácido pirúvico na cadeia cítrica são captados por aceptpres e passam pela cadeia respiratória liberando gradativamente a energia de seus elétrons para a fosforilação oxidativa que sintetiza ATP. Cada ácido pirúvico fornece energia para sintetizar 15 ATPs. Como eram dois ácidos pirúvicos de cada glicose, obtemos 30 ATPs por glicose ao fim do ciclo de Krebs. Já haviam sido sintetizados 8 ATPs na fase inicial da quebra. Assim se totalizam os 38 ATPs de cada molécula de glicose.

Se calcularmos que um homem adulto em suas atividades normais terá que utilizar a energia de 200 kg de ATP por dia, supondo que esses 38 ATPs por molécula de glicose correspondam a quase 3 quilos de glicose degradada por dia, quando não se ingere tenta glicose assim pela alimentação, temos que convir que o corpo tem ainda em funcionamento um processo de reutilização dos materiais da decomposição da glicose para novo ciclo das pentoses, onde recompõe o suficiente para manter o ciclo de Krebs funcionando.

No ciclo das pentoses, cada glicose consome 6 ATPs para compor uma glicose, que depois pode carregar 38 ATPs.

Essa é a conclusão matemática desse confronto.

11) Reação de Hill

Repetindo “Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 71: “…Foi R. Hill quem verificou que a quebra da molécula de água libera o oxigênio molecular. Essa reação é a fotólise da água ou reação de Hill. Esse é o processo pelo qual as plantas suprem a atmosfera de oxigênio respirável para todos os serem vivos. E na reação de fotólise da água libertam-se elétrons que vão suprir as fugas que constantemente ocorrem na clorofila ’b’. E os íons de hidrogênio (H+) vão unir-se às moléculas de NADP, que se transformam em NADPH2”.

Porém, na respiração aeróbica forma-se essa água novamente!

Logo, ao entrarmos em um ciclo automático desses mecanismos no jejum, NEM ÁGUA precisamos ingerir.

TODOS querem saber: MAS… E A ÁGUA? E O “PRANA”, O QUE É?

Quem ler as páginas 482 e seguintes do “Fisiologia Humana” de Guyton, que citamos como base de nossos cálculos, vai assustar-se com esses dados em confronto com as páginas e seguintes.

É que a entrada de oxigênio molecular é normalmente de três ou mais litros por minuto. Cada molécula de O2 vai segurar outra de H2 e produzir uma molécula de água metabólica, e sobrará outra de CO2 para cada molécula de água que na quebra de glicose, em três litros por minuto! 180 litros por hora! Mais de 4.000 por dia!

O volume de água que se produz é uma cascata! E o volume de gás carbônico que sairia se fosse ao ar é imenso!

Logo, tanto a água é metabolizada novamente para fazer a glicose, como os carbonos são reaproveitados nessa síntese da mesma glicose, mesmo nos não jejuadores, exatamente como estamos argumentando desde o começo de nossos estudos: água sobra nos processos metabólicos.

W. D McElroy já havia calculado a necessidade de energia para fazer essas operações em mobilização diária de 240 a 300 kg de ATP ressintetizados ao dia, ou seja, em média até 6 Kg de glicose ou 3 Kg de lipídios ao dia.

Se a ingestão de 3.000 kcal de nossa dieta “costumeira” só corresponde a 300g de lipídios ou 600g de glicose, sempre perguntamos: De onde sai o que não comemos?

Vemos no uso das enzimas e no artifício engenhoso do ciclo das pentoses uma economia de até 70% de energia da energia total da fisiologia humana.

O que falta entender é: Mesmo os 30% de 300kg de ATP, isso é, 90kg de ATP por dia, não se carregam com 300g de lipídios ou 600g de glicose, se realmente a digestão abastece o liquido intercelular com 3.000kcal desse modo.

Os mentalistas, iogues, orientalistas falam de PRANA como sendo uma entidade ideal que devemos imaginar para preencher esse lugar. Descrevem eles uma “concentração mental” ou auto-hipnose, dizendo-nos que estamos recebendo essa energia pelo terceiro olho, no centro da testa, e espalhando-a pelos órgãos do corpo.

Os mais avançados unificadores do TAO com a FÍSICA falam em glândula pineal e energia da luz. E é isso que a ciência vem encontrando, como já expusemos nesse livro.

O encontro maravilhoso que estamos presenciando entre o processo Jasmuheen/ Evelyn & Steve e os dados da ciência, como estamos mostrando, nos levam ao eureka!; concluímos:

O mecanismo automático do corpo não é moto-perpétuo, mas, dentro do ciclo dos hormônios e do equilíbrio orgânico, acrescentando a energia dos fótons pela pineal e pela pele toda, mais os componentes dos gases do ar, podemos reativar os processos da reciclagem dos líquidos celulares sem comer, quase por tempo ilimitado!

É uma questão de recondicionar a mente e compreender que comida é prazer, vício, hábito social, dependência Psicológica.

Podemos, com esse poder que a mente possui, fazer a mudança quando quisermos. E pequenas quantidades de mel, de ácido cítrico, sucos glicosados de frutas doces muito sol e ar puro com exercícios melhoram o processo.

Tenho realizado estudos e pesquisas científicas sobre transmutações nucleares a baixa energia, que, embora ainda em discussão, trazem novas teorias sobre a composição dos átomos e das partículas.

Os fatos não podem ser revogados.

Novas teorias devem explicar o anterior e os novos fatos. Kervran, na França, levantou uma hipótese – uma nova teoria –, a qual tenta explicar os fatos da física e da química que fogem das teorias atuais.

Nós estamos particularmente interessados na conversão de sódio em potássio recolhendo energia, e de potássio e sódio liberando energia.

Em ambas as séries de raciocínios (como age a homeostase para ter mais ATPs ressintetizando glicose ou para equilibrar a quantidade de sódio e potássio nas membranas celulares), uma coisa é certa: a ordem vem de outra esfera (será mental, prânica, eu-superior, energia universal, luz, ou simples instinto de sobrevivência em feedback a situações de perigo?).

Fatos não podem ser revogados.

NÃO COMER hoje é fato.

Impedir os que querem fazer o processo dos 21 dias é método indigno de estudiosos.

12) Respiração Aeróbica

Na glicose (quebra de glicose), uma molécula de glicose é degradada em duas moléculas de ácido pirúvico, fornecendo hidrogênios energéticos, que reduzem o NADPH2 sintetizado com a energia liberada dos ATPs. Os elétrons do hidrogênio captados pela NAD são excitados – são os que entram em cosntituição de glicose e receberam ebergia da clorofila durante a fotossíntese. A energia luminosa captada por esses hidrogênios em seus elétrons excitados não se perdeu e permaneceu na glicose para ser perdida agora na respiração. Do NADPH2, os hidrogênios energéticos passam através da cadeia respiratória que fará o transporte dos elétrons, durante o qual eles irão perdendo energia gradativamente, de modo que, ao ingerir o último elemento dessa cadeia, estarão no mesmo nível baixo de energia que estavam na clorofila. O oxigênio molecular (O2) que entrou pelos pulmões será o ultimo elemento da cadeia respiratória, recebendo esses hidrogênios e formando água. Essa água metabólica é a ultima a ser eliminada pela urina.

Durante a passagem dos elétrons pela cadeia respiratória, sua energia vai sendo liberada e utilizada na síntese de ATP, juntando um P inorgânico ao ADP. É a fosforilação oxidativa. São sintetizados 6 ATPs; durante a glicólise formam-se 8 ATPs. Sendo dois diretamente e seis pela passagem pela cadeia respiratória.

No Ciclo do ácido cítrico se formam mais 30 ATPs totalizando os 38 ATPs por glicose.

Insistimos nos mecanismos de produzir energia porque é nesses procedimentos que estão os segredos do bom funcionamento da vida; portanto, provado que a energia pode ser prolongada sem desgastar-se ou pode ser refeita e economizada, teremos explicado “como” o corpo não depende de alimentos.

Explicamos atrás, com Guyton, que na queima de uma glicose 1 oxigênio recolhe 2 hidrogenios, formando uma molécula de água e sobrando CO2. “A enzima anidrase carbônica das hemácias faz a hidrólise desse CO2 formando ácido carbônico que se ioniza em hidrogênios e bicarbonato”. Essa série de operações converte de novo o CO2 em piruvato para o ciclo de Krebs.

O que falta explicar? Só o fóton que recebemos do sol explica a energia a mais que terá que entrar no automatismo.

13) No Jejum Total Ocorre o Feedback da Glicogênese

Guyton, pág. 523: “…Regulação da concentração sanguinea de glicose. No indivíduo normal, o controle da concentração de glicose sanguínea ocorre em uma faixa muito estreita, geralmente entre 80 e 90 mg/100 ml de sangue no indivíduo em jejum, de manhã, antes do café. Essa concentração aumenta para 120 a 140 mg/100 ml durante a primeira refeição, mas os sistemas de feedback de controle da glicose sanguínea retornam a concentração de glicose rapidamente ao nível de controle, em geral duas horas após a ultima absorção de carboidratos. Inversamente, no jejum, a função da gliconeogênese no fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicose sanguínea de jejum…”.

Nós completamos o evidente: o mecanismo do ciclo das pentoses tem tudo pronto para agir quando deixar de entrar alimento. O único impedimento estará no comando cerebral que percorra os nervos e cause medo, pânico, estimulando a adrenalina que emitirá insulina a mais e poderá desequilibrar o jejuador. Se o estado de consiencia segurar esse perigo, tudo irá bem.

Por que não percebemos até hoje o retorno ao ciclo automático? É porque a ingestão de comida inibe a ativação do processo de glicogênese do ciclo das pentoses.

Porém, se usarmos pequenos volumes de mel, ácido cítrico, sucos doces de frutas, muito sol e exercícios, melhoramos o automatismo até poder NÂO COMER definitivamente.

14)Osmose/Bomba Sódio-Potássio, Membrana Celular, Hemostease/Homeostease, Magnésio/Fósforo

Como É o Equilíbio Fisiológico<br> Neste livro há a prática sobre jejuns curtos – 12 horas, 18 horas, 36 horas, 3 dias, 7 dias, 10 dias… E há a ciência, como os mestres da fisiologia, bioquímica, nutrição,etc., ensinam nas faculdades biomédicas do mundo todo.<br> Comecemos pelo equilíbrio e homogeneidade dos líquidos celulares e extracelulares do nosso organismo. Há uma pressão maior dos líquidos intracelulares do que nos intercelulares, e estes possuem menor pressão do que a atmosfera. Se assim não fosse, as células não poderiam obedecer ao comando inconsciente vegetativo que vem do hipotálamo para executar suas funções de processar as energias, defesas, regulagem térmica; pois se a pressão fosse igual, os líquidos de fora atrapalhariam as funções. Do mesmo modo a difusão dos gases do ar seria impossível nos pulmões e nossos líquidos saltariam pelos poros… se a pressão desses líquidos não fosse menor.<br> Entre os líquidos das células e do espaço intercelular operam as membranas celulares uma troca seletiva: só passa para dentro o que a célula precisa e só sai dali o que ela não precisa. É o que a fisiologia chama de “bomba sódio-potássio”.<br> Esses líquidos extracelulares são quase homogêneos em todo o corpo, retiram do sangue o oxigênio e qualquer composto que precisem as células. O sangue circula entre os órgãos. Esses líquidos possuem em torno de 80 ou 85% de água e os sólidos (15%) são em sua quase totalidade materiais para dar energia (glicose e enzimas para quebrar a glicose, restos de glicoses quebradas, ou moléculas que compôs ou decompôs com glicose, mais ou menos 97% dos sólidos), sendo os 3% restantes dos sólidos vitaminas, sais, gases, alguns lipídios e cetoácidos (proteínas sem o grupo amina, isto é, sem o nitrogênio).<br> A ciência sabe que esse composto é quase igual aos sucos de frutas, mel e água, se você batesse 10 frutas e estudasse o caldo.

Logo, fruta doce suculenta não deve causar grande conflito com esses sucos. Mas, só passará do tubo digestivo ao líquido extracelular se o corpo quiser, mesmo sendo líquidos iguais!<br> Se um homem engole pelo tubo digestivo outros materiais que tenham composição diversa, eles provocam uma reação, um choque com o líquido extracelular. A ciência sabe que o organismo vai emitir seus comandos hormonais em resposta ao que está agredindo seu equilíbrio e vai fazer tudo para restabelecê-lo. Joga fora!<br> Exemplo: um menino da Etiópia nasceu com seu corpo cheio de reações causadas por comidas como carne, feijão, toxinas de grãos, por irregularidades e tensões nervosas da mãe. Prosseguiu sem orientação de nenhuma espécie ou, pior, com a hipnose alucinada do assistencialismo que espalhou o conto de terror de que é preciso comer! E ele não tem comida! Quando recebe comida, é aquele leite de soja e farináceos desamornizando seu equilíbrio e causando choques todo dia! Pode até morrer! Inanição? Ou envenenamento? Desnutrição ou choque anti-homeostase?<br> Vamos com calma! Se vocês entenderam o equilíbrio fisiológico em linhas gerais, estamos prontos para os detalhes? Podemos prosseguir o estudo? Seguiremos com os”14 Momentos do Circuito Hormonal no JEJUM”.

Guyton, pág. 30: “… Sem dúvida, a substância mais abundante que se difunde através da membrana celular é a água. Deve ser lembrado, novamente, que a quantidade de água que normalmente se difunde em cada direção através da membrana de um eritrócito por segundo é igual a cerca de 100 vezes o volume da própria célula. Contudo, em condições normais, a quantidade que se difunde nas duas direções é de tal modo equilibrada que nem mesmo o menor movimento real de água ocorre. O volume da célula permanece constante. Entretanto, sob determinadas condições, pode-se desenvolver através da membrana, uma diferença de concentração para outras substâncias. Quando isso ocorre, um movimento real de água efetivamente se dá através da membrana, determinando um intumescimento ou encarquilhamento da célula, dependendo da direção do movimento real. Esse processo de movimento real de água causado pela diferença de concentração é chamado osmose.”<br> Guyton, pág 32: “… Existe um sistema de transporte ativo de sódio e potássio,com toda probabilidade, em todas as células do corpo. É chamado de bomba de sódio e potássio.”<br> Guyton, pág 28: “… Difusão facilitada através da matriz lipídica. Algumas substâncias são muito mais insolúveis em lipídios e, no entanto, passam através da matriz lipídica por processo chamado de difusão facilitada ou mediada-por-carreador. Esse é o meio pelo qual, em particular, alguns açúcares e aminoácidos atravessam a membrana. O mais importante dos açúcares é a glicose. Ela (G1) combina no ponto 1 com uma substância – o carreador (C) – formando o composto G1C. Essa combinação é solúvel em lipídios, de modo que pode se difundir até a outra face da membrana, onde a glicose é liberada do carreador (ponto 2) e passa para o interior da célula, enquanto o carreador retorna para a face externa da membrana, para nova combinação com glicose. Assim, o efeito do carreador é solubilizar a glicose na membrana; sem ele, a glicose não pode atravessar a membrana.

“…O fator primário que determina quão rapidamente uma substância pode se difundir através da matriz lipídica da membrana celular é sua solubilidade em lipídios. Se for muito solúvel, dissolve-se muito facilmente na membrana e atravessa a matriz lipídica.”<br> Guyton, pág. 32:”… O carreador transporta o sódio do interior para o exterior da célula e o potássio em direção inversa. E, dado que esse carreador também é capaz de desdobrar as moléculas de ATP, utilizando a energia dessa fonte para manter o transporte de sódio e de potássio, ele atua como uma enzima, sendo chamado de ATpase sódio-potássio.”<br> “…Uma das peculiaridades desse sistema de transporte para o sódio e o potássio é que, normalmente, transporta três íons sódio para o exterior celular enquanto transporta dois íons potássio para o interior. Outra característica importante dessa bomba é a de que é fortemente ativada por aumento da concentração de sódio no interior da célula, essa ativação sendo proporcional ao cubo dessa concentração. Esse efeito é extraordinariamente importante fazer com que um aumento discreto da concentração de íons sódio no interior da célula produza ativação intensa da bomba, permitindo o pronto estabelecimento das concentrações normais.”<br> Nós consideramos muito importante esse mecanismo, pois explica como o organismo opera quando comemos e sobram produtos que foram forçados pelo vício para dentro do corpo e precisam ser eliminados: quanto mais material trouxermos, mais será expulso do corpo! E, se não entrar pela comida, o que ali estiver não vai sair também do desgaste permanente pelos vícios e pelas comidas diferentes do líquido intercelular.<br> Segue Guyton: “O mecanismo de transporte de sódio é tão importante em muitos e diferentes sistemas funcionais do organismo – como para as fibras nervosas e musculares, na transmissão de impulsos, para várias glândulas, na secreção de diversas substâncias, e para todas as células do organismo, na prevenção do intumescimento celular-, que é, freqüentemente, chamado de bomba de sódio”.

Nós concluímos: a difusão usando a membrana e sua bomba sódio – potássio explica como o corpo todo alcança o equilíbrio sem alimento e retorna os ciclos de recomposição da energia.<br> Guyton, pág. 3: “O termo homeostasia é usado em fisiologia para denotar a manutenção de condições estáticas ou constantes do meio interno. Essencialmente, todos os órgãos e tecidos do corpo desempenham funções que ajudam a manter constantes essas condições”.<br> Nós completamos: É o que mais ocorre no jejum. E no jejum total essas condições, que são o natural do corpo, são facilitadas por três fatores evidentes – economizamos os gastos energéticos da ingestão, os da eliminação e os da neutralização das distorções que a comida produziria.<br> É um simples cálculo aritmético que nos diz por que sobra energia para MAIS atividade do jejuador, superior aos Komikazes<br><br>Fim!!!!!!!!!!!!!!!

Circuito Balanceado Hormonal no Jejum

1) No hipotálamo ocorre o comando espírito-mente-corpo (estado de consciência).

2) Abaixo do hipotálamo entra a luz para a pineal – excitação e inibição, gônadas – libido.

3) Hipófise – para tiróide-suprarenal-gônodas, corticotropina.

4) Adernérgicos-adrenocorticóides.

5) Insulina-glucagon – feedback da glicose regula pâncreas.

6) Glicose-glicogênio-hexoquinase.

7) Neoglicogenese-gliconeogenese – corticotropina.

8) Glicose-fotosfosforilação cíclica.

9) Ciclo das pentoses – refazer glicose com ATP-ATP e fosfocreatina.

10) Ácido pirúvico-acido cítrico, ciclo de Krebs = ATP; fosfogliconato.

11) Reação de Hill – água.

12) Respiração aeróbica – ar.

CO2 + H2 + N2 = CH2O2n

Hemoglobina; metabolização celular.

13) No jejum total ocorre o feedback celular.

14) Osmose-bomba sódio-potássio; membrana celular, hemóstase-homeostase; magnésio – fósforo.

1)No Hipotálamo Ocorre o Comando Espírito-mente-corpo (estado de consciência)

Guyton, pág. 373-4: “…O hipotálamo proporciona a via de saída mais importante, através da qual o sistema límbico controla muitas funções capitais do organismo, especialmente as vegetativas, que são funções involuntárias essenciais à vida…”.

“…Algumas destas funções são (1) regulação da freqüência cardíaca e pressão arterial, (2) regulação da temperatura corporal, (3) regulação da osmolaridade dos fluidos orgânicos, (4) regulação da ingestão de alimento e (5) regulação da secreção de hormônioas hipofisários.”

2)Abaixo do Hipotálamo Entra o Comando da Luz para a Pineal

Guyton, pág. 547: “…Primeiro, a glândula pineal é controlada por sinais neurais produzidos pela intensidade da luz avaliada pelos olhos a cada dia. Por exemplo, no crisceto, mais de 13 horas de escuridão por dia ativam a glândula pineal, e enquanto uma escuridão de menos duração não a ativa.

“Segundo, a glândula pineal secreta melatonina e outras substancias semelhantes. A melatonina ou qualquer uma das outras substancias passa, por meio do sangue ou do liquido do terceiro ventrículo, até a hipófise anterior, onde inibe a secreção de hormônios gonadotróficose, como resultado, as gônadas ficam inibidas e chegam até a involuir. Isso é o que ocorre nos meses do inverno. Mas, após seis meses de disfunção, os hormônios gonadotróficos se libertam do efeito inibitório da glândula pineal e as gônadas voltam a ser funcionais mais uma vez, prontas para a completa atividade primaveril.”

Mas, terá a glândula pineal uma função semelhante de controle da reprodução na espécie humana> A resposta ainda está longe de ser conhecida. Entretanto, tumores da região pineal são, muitas vezes, associados a graves disfunções hipo ou hipergonádicas.

Nos meados de 1960, Richard Jay Wurtman, M.D., Professor Associado de Endocrinologia e Metabolismo no Instituto Tecnológico de Massachussets, informou que o hormônio do crecimento e as secreções hormonais reprodutivas em alguns mamíferos eram regulados pelos hormônios segregados pela glândula pineal chamado melatonina.

Efeitos biológicos da luz – O dr. Wurtman descobriu que a liberação da melatonina era controlada por ligações nervosas entre os olhos e a glândula pineal. Motivo pelos estudos com animais, Wurtman descobriu que a mesma resposta ocorria nos humanos.

Essa reação começa quando a luz atinge os receptores óticos da retina. Os neurônios da retina reagem com uma corrente ou padrão de impulsos nervosos que viajam ao longo das fibras do nervo ótico. Muitos desses impulsos vão diretamente aos centros nervosos de cérebro associados com a visão. Entretanto, uma parte menor uedesses impulsos se ramifica por fora dos nervos do hipotálamo usados na regulagem do sistema nervoso simpático.

Do hipotálamo, aqueles impulsos nervosos percorrem uma rota de circuito para a glândula pineal, onde certos impulsos e intensidades agem na liberação de vários neurormônios e neuropeptídios. A glândula pineal é considerada a glândula reguladora principal do sistema endócrino do corpo humano. A glândula pineal, algumas vezes considerado o “terceiro olho” nos escritos esotéricos, monitora a luminosidade e ajusta o balanço hormonal do corpo de acordo com essa luminosidade.

Existe evidencias dando suporte à teoria de que a pele toda, bem como os olhos, reage ao espectro luminoso. As células de Langherans na pele parecem agir como fotocélulas, tranformando a energia luminosa em impulsos bioelétricos.

O dr. Russell J… biologo celular, reitor da Universidade do Texas, Centro da Ciência da saudede Santo Antonio, pode informar-nos, pois ele pesquisou a melatonina durante 30 anos. Esses estudos levaram-no à conclusão de que a melatonina permanece a mais poderosa molécula atioxidante já descoberta, um hormônio que pode parar o relógio biológico, retrocedendo os desgastes da idade. Os cientistas podem estar no limiar de descobrir a “fonte da juventude” que Ponce de Leon apenas sonhava.

A melatonina deriva naturalmente do triptófano e da serotonina.

3) Hipófise (ou Pituitária)

Guyton, pág. 494: “…A glândula hipófise, também chamada de pituitária, é uma glândula pequena – Com um diâmetro menor que 1 cm e cerca de 0,5 a 1,0 g de peso – que se localiza na sela túrica na base do cérebro, e está ligada ao hipotálamo pelo pedículo hipofisário uo pituitário. Fisiologicamente, a hipófise pode ser dividida em duas porções diferentes: a hipófise anterior, também conhecida como adenoipófise, e a hipófise posterior, ou neuroipófise.

“Seis hormônios muito importantes e alguns outros menos importantes são secretados pela adenoipófise, e dois menos importantes são secretados pela neuroipófise. Os hormônios da adenoipófise desempenham importantes papéis no controle das funções metabólicas em todo o corpo…”.

Guyton, pág. 492: “…o hormônio adrenocorticotrófico da glândula hipófise anterior (ou adenoipófise), por exemplo, estimula especificamente o córtex da suprarenal….

Guyton, pág. 494: “…Hormônios: (1) hormônio do crescimento; (2) adrenocoticotropina; (3) hormônio estimulante da tireóide; (4) prolactina; (5) hormônio fólico-estimulante; (6) hormônios leuteinizante”.

Guyton, pág. 458: “…Efeito da corticotropina e glicacorticóides na gliconeogênese. Quando quantidades normais de glicídios não estão disponíveis para as células, a glândula pituitária anterior, por razões ainda não completamente conhecidas, começa a secretar quantidades aumentadas de corticotropina que estimulam o córtex adrenal a produzir grandes quantidades de hormônios glicocorticóides, especialmente cortisol. Em seguida, o cortisol metaboliza proteínas de praticamente todas as células do organismo, tornando-as disponíveis na forma de aminoácidos nos líquidos orgânicos. Uma alta proporção destes é imediatamente desaminada no fígado, e, em conseqüência, proporciona substratos ideais para a conversão em gliconeogênese é estimulada ocorre pela liberação de glicocorticóides pelo córtex adrenal.”

(4) Adrenérgicos/Adrenocorticóides

Guyton, pág. 509: “…Efeito do cortizol sobre o metabolismo de carboidratos – estimulação da gliconeogênese. Sem dúvida, o efeito metabólico mais bem conhecido do cortisol e de outros glicocorticóides sobre o metabolismo é sua capacidade de estimular a gliconeogênese em até 6 a 10 vezes. Isso resulta de vários diferentes efeitos do cortisol.

“Primeiro, o cortisol aumenta o transporte de aminoácidos dos líquidos extracelulares para as células hepáticas. Isso, obviamente, aumenta a disponibilidade de aminoácidos em glicose são aumentadas pelas células hepáticas. A concentração de RNA também está aumentada nessas células. Por conseguinte, acredita-se que os glicocorticóides ativem a formação nuclear de RNA mensageiro que, por sua vez, origina a síntese do conjunto de enzimas necessárias à Gliconeogênese.

“Terceiro, o cortisol causa a mobilização de aminoácidos nos tecidos extra-hepáticos, sobretudo no músculo. Como resultado disso, há disponibilidade de um número ainda maior de aminoácidos do plasma para entrar no processo de gliconeogênese do fígado e, assim promover a formação de glicose.”

Aqui nós devemos intervir para contemplar o que é evidente: quando ingerimos aminoácidos eles não são acumulados nos músculos, porem são desaminados e os cetoácidos passam ao ciclo da glicose naturalmente para produzir energia. (ver item 9.)

(5) Insulina/Glucagon

Guyton, pág. 523: “…Regulação da concentração sanguínea de glicose: No indivíduo normal, o controle da concentração de glicose sanguínea ocorre em uma faixa muito estreita, geralmente entre 80 e 90 mg/100 ml de sangue no indivíduo em jejum, de manhã, antes do café. Essa concentração aumenta a 120 a 140 mg/100 ml durante a primeira hora depois de uma refeição, mas os sistemas de feedback de controle da glicose sanguínea retornam a concentração de glicose ao nível de controle, em geral duas horas após a ultima absorção de carboidratos. Inversamente, no jejum, a função da gliconeogênese no fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicose sanguínea de jejum…”

Guyton, pág. 524: “…O fígado funciona como um sistema tampão muito importante para a glicose sanguínea. Isto é, quando a glicose sanguinea aumenta muito após a refeição e aumenta também a secreção de insulina, cerca de dois terços da glicose absorvida do intestino são quase que imediatamente armazenados no fígado sob a forma de glicogêneo. Em seguida, durante as horas subseqüentes, quando diminuem tanto a glicose de volta para o sangue.

“É bastante claro que tanto a insulina como a glucagon funcionam como mecanismos de feedback – importantes, mas distintos – para a manutenção de uma concentração sanguínea normal de glicose. Quando essa concentração aumenta até valores muito altos, é secretada insulina; essa insulina faz com que a concentração de glicose diminua até o normal. Inversamente, uma redução da glicose sanguinea estimula a secreção de glucagon; o glucagon, então, atua no sentido oposto, aumentando a glicose sanguinea em direção a seu valor normal. Na maioria das condições normais, o mecanismo de feedback da insulina é, provavelmente, bem mais importante que o do glucagon.”

Devemos entender guyton – “condições normais” significa comendo a toda hora.

6) Glicose/Glicogênio/Hexoquinase

Gutton, pág. 524: “…Importância da glicose sanguínea. Poder-se-ia fazer a seguinte pergunta: Por que é importante manter a concentração de glicose sanguínea constante, particularmente uma vez em que a maioria dos tecidos pode alterar o uso de lipídios e proteínas como fonte de energia no emprego de glicose? A resposta é que a glicose é o único nutriente capaz de ser utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo epitélio germinativo das gônadas em quantidade suficiente para supri-los com a energia necessária. Por conseguinte, basta manter a concentração de glicose sanguínea em um nível suficientemente alto para fornecer essa nutrição necessária”.

A maior parte da glicose formada por gliconeogênese durante o periodo interdigentivo é usada no metabolismo cerebral. Na realidade, é importante que o pâncreas não secrete qualquer quantidade de insulina neste período, porque, caso contrário, os escassos suprimentos disponíveis de glicose entrariam todos nas células musculares e em outros tecidos periféricos, deixando o cérebro sem uma fonte nutritiva.

Lembremos que a descarga de insulina é provocada por adrenalina, e esta pode ser liberada por uma urgente mensagem do cérebro quando houver necessidade de defesa.

Veremos mais a frente que a enzima hexoquinase é a única enzima automaticamente prevista no DNA; ela se destina a quebrar a glicose em 2 ácidos pirúvicos, extraindo sua energia para uso do corpo.

7) Neoglicogênese/Gliconeogenese

Guyton, pág. 458: “…Quando os depósitos orgânicos de glicocídio caem abaixo do normal, quantidades moderadas de glicose podem ser formadas a partir de aminoácidos e de glicerol dos lipídios. Esse processo é chamado gliconeogênese…”.

Nós devemos lembrar: “Sob condições alimentares habituais” já se ocorre a um processo de converter outros materiais em glicose, se faltar.

Segue Guyton: “…Regulação da gliconeogênese. A redução dos glicídios nas células e o decréscimo do açúcar sanguíneo são os estímulos básicos que determinam um aumento na velocidade da gliconeogênese. A diminuição de glicídios pode provocar diretamente a reversão de muitas reações das vias glicolíticas e fosfogliconato, assim possibilitando a conversão de aminoácidos e glicerol em glicídios. Contudo, em adiantamento, muitos dos hormônios secretados pelas glândulas endócrinas são sobremodo importantes nessa regulação”.

“Efeito da corticotropina e glicocorticóides na gliconeogênese. Quando quantidades normais de glicídios não estão disponíveis para as células, a glândula pituitária anterior, por razões ainda não completamente conhecidas, começa a secretar quantidades aumentadas de corticotropina que estimulam o córtex adrenal a produzir grandes quantidades de hormônios glicocorticóides, especialmente cortisol. Em seguida, o cortisol mobiliza proteínas de praticamente todas as células do organismo, tornando-as disponíveis na forma de aminoácidos nos líquidos orgânicos. Uma alta proporção destes é imediatamente desaminada no fígado e, em conseqüência, proporciona substratos ideais para a conversão em glicose. Portanto um dos mais importantes meios pelo queal a gliconeogênese é estimulada ocorre pela liberação de glicóides pelo córtex adrenal.”

Observação: como já sabemos ao estudar a PINEAL, a ciência reconhece o estimulo da luz como fator que provoca emissão dessas ordens à Hipófise, também chamadas de pituitária.

8) Glicose/Fotofosforilação Cíclica

Guyton, pág. 454: “…O mais importante meio pelo qual a energia é liberada da molécula de glicose é o processo de glicose e a oxidação dos produtos finais da glicose. Glicose significa a quebra da molécula de glicose para formar duas moléculas de ácido pirúvico…”.

“…Formação de adenosina-trifosfato (ATP) durante a glicose. A despeito de muitas reações queimicas na via glicolítica, pouca energia é liberada. Entretanto, duas moléculas de ATP são formadas de cada molécula de glicose utilizada. Essa quantidade de 16.000 calorias de energia é armazenada na forma de ATP, mas durante a glicólise um total de 56.000 calorias de energia perde-se da glicose original, dando uma eficiência global de 29% para a formação de ATP. Os remanescentes 71% de energia são perdidos na forma de calor.”

Lehninger, pág. 471”…Durante o fluxo cíclico de elétrons não há formação liquida de NADPH, nem há qualquer liberação de oxigênio. Entretanto, o fluxo cíclico de elétron é acompanhado pela fosforilação do ADP produzindo ATP, referida como fotofosforilação cíclica. A equação da reação total para o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação é simplesmente P + ADP + energia luminosa = ATP + H2O

“Acredita-se que o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação ocorram quando a célula vegetal já está amplamente suprida com o poder redutor na forma de NADPH, embora requeira ATP adicional para outras necessidades metabólicas. Entretanto, pouco é conhecido sobre a regulação da via cíclica.”

“Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 69/70: “…A maior parte da energia utilizada pelos seres vivos provem da luz solar. A energia luminosa é tranformada em energia química através da fotossíntese.

“quando um raio de luz solar atravessa um prisma de vidro, ele se decompões em sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.”

“Acontecerá o inverso se estes feixes agora forem passados por um outro prisma com a disposição inversa ao primeiro, e teremos luz branca novamente. A luz é constituída por ‘partículas luminosas’, altamente energéticas, denominadas pela energia dos fótons que a compõem, sendo menos energéticos os da cor vermelha e mais energéticos os da luz violeta ou ultravioleta, uma vez que as vibrações luminosas prosseguem acima e abaixo de nossa percepção visual.

“Por sua vez, já estudamos que os elétrons estão organizados em camadas ao redos dos núcleos dos átomos. Se um elétron de um átomo for atingido por um fóton, ele pode absorver a energia do fóton e ser impelido para uma órbita mais elevada, e nós diremos que esse átomo e a molécula à qual pertence estão ‘excitados’. Porem, os elétrons só podem ser excitados por fótons com cargas equivalentes as suas própias, isto é, há elétrons que se excitam com cada uma das faixas luminosas do espectro. Esse elétron não pode absorver parte da energia do fótons, e sim somente a totalidade. Também pode perder essa energia, que é liberada, e retornar à sua órbita no átomo.”

Esse fenômeno é de vital importância para os seres vivos, pois é atravéz dele que a energia luminosa é tranformada em energia química. Os vegetais absorvem a energia luminosa e a transformam em energia química que é armazenada primariamente na molécula de glicose. Esse processo é conhecido como FOTOSSÍNTESE.

A principal molécula envolvida na fotossíntese é a clorofila. Quando moléculas de clorofila são atingidas por luzes de determinadas cores, alguns de seus elétrons são excitados, passando para órbitas mais altas, e a clorofila fica “excitada”. Esse modo, entretanto, é instável, pois, passado algum tempo, o elétron excitado libera a energia e volta à sua órbita. Quando separamos a clorofila para experiências, fora da planta, obtém-se a excitação, e o elétron líber, ao voltar à sua órbita, novamente a energia em forma de luz: é a fluorescência da clorofila.

Porém, quando a clorofila está no interior das células vegetais, a energia liberada pelo elétron é captada por um conjunto de substâncias químicas que a utilizam na síntese de ATP, que, como sabemos, tem suas ligações de segundo e terceiro fosfatos, altamente energéticas.

Dois conjuntos de reações são usadas para sintetizar o ATP: fosforilação fotocíclica ou fotofosforilação cíclica e fotofosforilação acíclica. Isso ocorre porque encontramos nos vegetais dois tipos de moléculas de clorofila: clorofila “a” e clorofila “b’.

Fotofosforilação cíclica. Nesta reação entra apenas a clorofila “a”, que recebe uma determinada cor de luz e se excita. E o elétron exitado, na verdade, pula fora da molécula de clorofila, a qual fica oxidada. Esse elétron energético é captado por uma substância chamada ferridoxina. E ai começa a percorrer a “cadeia tranportadora de elétrons”, através de diversas substâncias das células vegetais, perdendo aos poucos sua carga emergética. Essa energia que vai sendo liberada é usada na síntese de ATP. É a energia luminosa que havia no fóton e se transformou em energia química das ligações dos fosfatos inorgânicos da molécula de adenosina trifosfato (ATP). Supomos que o elétron descarregado retorna à molécula de clorofila da espécie “a”, de onde havia saído. Hoje sabemos que o magnésio central da molécula de clorofila que possui as características convenientes para fornecer esse elétron, “batendo bola” com os fosfatos, conforme vimos ao examinar a cadeia periódica dos elementos. E da repetição dessas exitações e leberações, o vegetal vai armazenando energia.

Essa reação merece o nome de “foto”, pois ocorre em presença de luz, e deve ser denominada “fosforilação”, pois une radicais fosfatos de alta energia à adenosina, e podemos dizer que é cíclica, pois o elétron sai e retorna à clorofila, repetindo-se em ciclo9s indefinidamente.

9) Ciclo das Pentoses

Guyton, pág. 470: “…Apesar da grande importância do ATP como agente acoplante de transferência de energia, essa substância não constitui o depósito mais abundante de ligações fosfato ricas em energia nas células. Ao contrario, a fosfocreatina, que também encerra ligações fosfato ricas em energia, é muito mais abundante, pelo menos no músculo…”

“…A fosfocreatina não pode agir do mesmo modo que o ATP como agente acoplante na tranferencia de energia dos alimentos para o sistema funcionais celulares. Pode, porem, tranferir reversivelmente energia para o ATP. Quando quantidades extras de ATP estão disponíveis na célula, muito dessa energia é utilizado para sintetizar fosfocreatina, formando. Assim, num depósito de energia. Quando o ATP começa a ser consumido, a energia da fosfocreatina é transferida rapidamente de volta ao ATP, e deste para os sistemas funcionais das células.

“O nível energético maior na ligação fosfato rica em energia na fosfocreatina, 9.500 em comparação com as 8.000 calorias, faz com que a reação entre a fosfocreatina e o ATP se processe até um estado de equilíbrio bem a favor do ATP. Por isso, a mais leve utilização de ATP pelas células retira energia da fosfocreatina para sintetizar mais ATP. Este efeito mantém a concentração de ATP em um nível quase constante. Por isso, podemos chamar a fosfocreatina de composto ‘sobressalente’ ou ‘tamponante’ do ATP”.

Ciclo das pentoses. Foi em 1937 que se desfez a idéia de que a clorofila liberava oxigênio pela decomposição de gás carbônico (CO2). Foi R. Hill quem verificou que a quebra da molécula de água é que liberava oxigênio molecular. Essa reação é a fotólise da água ou reação de Hill. Esse é o processo pelo qual as plantas suprem a atmosfera de oxigênio respirável para todos seres vivos. E na reação de fotólise da água libertam-se elétrons que vão suprir as fulgas que constantemente ocorrem na clorofila “b”. E os íons de hidrogênio (H+) vão unir-se às moléculas de NADP, que se tranformam em NADPH2.

Pelas três reações (fotólise da água, fotofosforilação cíclica e acíclica) os vegetais produzem ATP e NADPH, que serão utilizados depois na síntese de glicose, adicionando CO2.

A série de reações será conhecida como CICLO DAS PENTOSES.

Podemos resumir a descrição do ciclo das pentoses assim: 6 moléculas de gás carbônico, 6 pentoses (açucares com 5 átomos de carbono na molécula) e 12 NADPH2 reagem entre si, na presença de energia fornecida por ATP que se reduz a ADP. Nessa reação se produzem 12 NADP e seis moléculas de água, sobrando 12 trioses (moléculas de 3 carbonos); duas dessas trioses reagem entre si, produzindo uma hexose, que é a molécula da glicose, e das 10 trioses restantes de energia utilizada, veremos que foi a mínima possível, dando o máximo aproveitamento conhecido na natureza, como veremos a seguir.

Em outras palavras, podemos dizer que o ciclo das pentoses é a composição de CO2 em Glicose, utilizando os hidrogênios fornecidos pelo NADPH2 e a energia fornecida pelo ATP. Nada disso exige luz para acontecer, mas a luz começa o processo.

Com esses dados, costumamos escrever uma equação da reação química da fotossíntese assim:

6 CO2 + 12 H2O + luz/clorofila = C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

(Seis moléculas de gás carbônico mais doze moléculas de água, em presença de luz ativando a clorofila, formam uma molécula de Glicose, mais seis moléculas de oxigênio e seis moléculas de água.).

Acredita-se que só os vegetais podem fazer essa síntese da matéria orgânica a partir de substancias inorgânicas; porem, nós acreditamos que a síntese das pentoses pode ser feita no corpo dos animais a partir de materiais resultantes da quebra das própias glicoses ou de outros materiais orgânicos. Nossos cálculos se baseiam na necessidade de calorias para o funcionamento dos animais e do homem em particular. NÂO BASTA QUEBRAR O QUE COMEMOS. Para preencher as necessidades do corpo. Logo, há uma ressíntese com uso do CO2, ou levando a produzir glicose, ou glicogênio, ou diretamente ácido pirúvico, para então quebrá-lo. Ou a luz que entrou para a glândula pineal participa em alguns circulo fechado no corpo para completar a energia que nos falta?

Como já citamos no item 2, a luz entra em todos os tipos de estímulos para a vida e saúde do corpo.

No ciclo da fotossíntese fixam-se ligações de fósforos na molécula de ATP que serão usadas no ciclo das pentoses.

Nada impede que o corpo vivo use ATPs carregados na glicose para ativar o ciclo das pentoses a não ser a inibição constante provocada pela entrada de comida na alimentação. Temos no sangue e nos líquidos intercelulares CO2, H2, N2 e pentoses

O CO2 provém da quebra da glicose, o O2 existe na hemoglobina pela respiração, o H2 é resultado da quebra da glicose, e o N2, alem de haver no ar em grande volume, também existe pela desaminação das proteínas, e só será “recusado” o do ar se seu índice no corpo estiver alto. Porem é claro que será recolhido se seu índice cair.

Guyton, pág. 261: “…Fatores que determinam a concentração de um gás dissolvido em liquido. A concentração de um gás em solução é determinada não apenas por sua pressão, mas também por seu coeficiente de solubilidade. Isto é, alguns tipos de moléculas, especialmente o gás carbônico, são física e quimicamente atraídos pelas moléculas de água, enquanto outros são repelidos. Obviamente, quando as moléculas são atraídas, um número muito maior delas pode ser dissolvido, sem que se desenvolva pressão excessiva na solução. Por outro lado, as que são repelidas desenvolverão pressões excessivas para quantidades muito pequenas de gás dissolvido.

“Esses princípios podem ser expressos pela fórmula seguinte, que é a lei de Henry:

“Concentração do gás dissolvido = pressão x coeficiente de solubilidade…”.

“Os coeficientes de solubilidade dos mais importantes gases respiratórios à temperatura corporal são: oxigênio – 0,024, gás carbônico – 0,57, nitrogênio – 0,012.”

Guyton, pág. 262: “…Difusão dos gases através dos tecidos. Os gases de importância respiratória são altamente solúveis em lipídios e, em conseqüência, são também altamente solúveis nas membranas celulares. Por causa disso, esses gases se difundem através das menbranas celulares com pouco obstáculo. Em vez disso, a limitação principal aos movimentos dos gases nos tecidos é a velocidade com que esses gases podem se difundir através da água dos tecidos, e não através das membranas celulares. Portanto, a difusão dos gases através dos tecidos, inclusive através da membrana pulmonar, é quase igual à difusão dos gases através da água, como citado antes nos valores para a difusão dos diferentes gases respiratórios. Deve ser notado que o gás carbônico se difunde 20 vezes mais rápido que o oxigênio”.

“Se o coeficiente de difusão para o oxigênio for tomado como unidade, os coeficientes relativos de difusão para os diversos gases de importância respiratória são: oxigênio – 1; gás carbônico – 20,3; nitrogênio – 0,53”.

Essas observações do dr. Guyton são por nós associadas à recuperação de glicose em um ciclo das pentoses, recebendo o CO2 que não é eliminado se estiver abaixo de 48% de seu coeficiente de difusão. E também à maior elasticidade da síntese de proteína no processo de transaminação, recorrendo ao N2 do ar se não for proveniente da desaminação.

Lehniger, pág. 377: “…A maior parte da energia metabólica gerada nos tecidos provém da oxidação dos carboidratos e triacilgliceróis que juntos, alimentam até 90% da necessidade energética do homem adulto. O restante, de 10 a 15 %, dependendo da dieta, é fornecido pela oxidação dos aminoácidos.

“Embora os aminoácidos funcionem principalmente como unidades fundamentais para a biossíntese das proteínas, eles podem sofrer degradação oxidativa em três circunstancias metabólicas diferentes. (1) Durante a dinâmica normal da degradação das proteínas do organismo, os aminoácidos liberados, se não forem necessários para a síntese de novas proteínas do organismo, podem sofrer degradação oxidativa. (2) Quando é ingerido excesso de aminoácidos com relação às necessidades de síntese de proteínas do organismo, o excedente pode ser catabolisado, pois os aminoácidos não conseguem ser armazenados. (3) Durante o jejum ou no diabetes mellitus.”

“…A remoção dos grupos a-amino da maioria dos L-aminoácidos é promovida pelas enzimas chamadas de transaminações, o grupo a-amino é enzimaticamente tranferido do aminoácido ao carbono do a-cetoglutarato, deixando atrás o correspondente a-cetoácido…”

Lehninger, pág. 438: “…Na maioria dos casos, o precursor do esqueleto dos aminoácidos não-essenciais é o ceto-ácido correspondente, derivado, no fim, dos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Os grupos amino são usualmente fornecidos pelas reações de transaminação ( pagina 377), a partir do glutamato, catalisadas pelas transaminases, que contem piridoxal fosfato como grupo prostético”.

Lehninger, pág. 439: “…Na maioria dos organismos os aminoácidos não-essenciis, a alanina e o aspartato se originam a partir do piruvato e do oxaloacetato, respectivamente, por transaminações a partir do glutamato”.

Lehninger, pág. 442: “…As vias que levam à síntese dos aminoácidos essenciais são geralmente longas (5 a 15 etapas) e mais complexas do que aquelas que levam aos aminoácidos não-essenciais, a maioria dos quais possui menos do que 5 etapas”.

Essas informações sobre síntese e conversão de proteínas mostram que há mão dupla de conversão entre os campos da glicose e dos aminoácidos. Lembramos que os catalisadores necessários são emitidos como feedback às situações que ocorrem; é claro que cada operação visa manter o equilíbrio, e haverá a operação tanto se fanta como se sobrar.

10) Ácido Pirúvico/Ácido Cítrico, Ciclo de Krebs

Guyton, pág. 455; “…O estagio seguinte na degradação da glicose é a conversão de duas moléculas de ácido pirúvico em duas moléculas de acetilcoenzima A (acetil CoA) de acordo com a seguinte reação:… segue Guyton:…

“…O próximo estágio na degradação da molécula de glicose é chamado ciclo do ácido cítrico ( e também ciclo do ácido tricarboxilico ou ciclo de Krebs).

“Trata-se de uma seqüência de reações químicas na qual a porção acetil da acetil-CoA é degradada a diíxido de carbono e átomos de hidrogênio. Os átomos de hidrogênio são oxidados, liberando ainda mais energia para formar ATP. As enzimas responsáveis pelo ciclo do ácido cítrico estão todas contidas na matriz das mitocôndrias…”.

Resta descrever o ciclo de Krebs.(Cf.”Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 73 e seguintes.)

Nele serão produzidos mais 30 ATPs, totalizando 38 ATPs por molécula de Glicose decomposta na respiração aeróbica (v. item 12).

“Ciclo de Krebs. Este ciclo de reações fechadas sobre a decomposição da glicose também tem o seu nome de ciclo do ácido cítrico. É mais conhecido pelo nome do seu descobridor, Krebs”.

Inicialmente, o ácido pirúvico da quebra de glicose é decomposto em CO2 e num radical acetil. O acetil se incorpora a um ácido oxalacético que provem do final do ciclo anterior e com ele forma ácido cítrico. Utiliza para isso uma molécula de água. Esse ácido cítrico é que vai reagindo a partir daí, perdendo gás carbônico (Co2) e hidrogênio, voltando ao final sob a forma de ácido oxalacético, após ter gasto mais duas moléculas de água. Todos os hidogênios liberados pela degradação do ácido pirúvico na cadeia cítrica são captados por aceptpres e passam pela cadeia respiratória liberando gradativamente a energia de seus elétrons para a fosforilação oxidativa que sintetiza ATP. Cada ácido pirúvico fornece energia para sintetizar 15 ATPs. Como eram dois ácidos pirúvicos de cada glicose, obtemos 30 ATPs por glicose ao fim do ciclo de Krebs. Já haviam sido sintetizados 8 ATPs na fase inicial da quebra. Assim se totalizam os 38 ATPs de cada molécula de glicose.

Se calcularmos que um homem adulto em suas atividades normais terá que utilizar a energia de 200 kg de ATP por dia, supondo que esses 38 ATPs por molécula de glicose correspondam a quase 3 quilos de glicose degradada por dia, quando não se ingere tenta glicose assim pela alimentação, temos que convir que o corpo tem ainda em funcionamento um processo de reutilização dos materiais da decomposição da glicose para novo ciclo das pentoses, onde recompõe o suficiente para manter o ciclo de Krebs funcionando.

No ciclo das pentoses, cada glicose consome 6 ATPs para compor uma glicose, que depois pode carregar 38 ATPs.

Essa é a conclusão matemática desse confronto.

11) Reação de Hill

Repetindo “Medicina Nutricional”, vol. I, pág. 71: “…Foi R. Hill quem verificou que a quebra da molécula de água libera o oxigênio molecular. Essa reação é a fotólise da água ou reação de Hill. Esse é o processo pelo qual as plantas suprem a atmosfera de oxigênio respirável para todos os serem vivos. E na reação de fotólise da água libertam-se eletros que vão suprir as fugas que constantemente ocorrem na clorofila ’b’. E os íons de hidrogênio (H+) vão unir-se às moléculas de NADP, que se tranformam em NADPH2”.

Porém, na respiração aeróbica forma-se essa água novamente!

Logo, ao entrarmos em um ciclo automático desses mecanismos no jejum, NEM ÁGUA precisamos ingerir.

TODOS querem saber: MAS… E A ÁGUA? E O “PRANA”, O QUE É?

Quem ler as páginas 482 e seguintes do “Fisiologia Humana” de Guyton, que citamos como base de nossos cálculos, vai assustar-se com esses dados em comfronto com as páginas e seguintes.

É que a entrada de oxigênio molecular é normalmente de três ou mais litros por minuto. Cada molécula de O2 vai segurar outra de H2 e produzir uma molécula de água metabólica, e sobrará outra de CO2 para cada molécula de água que na quebra de glicose, em três litros por minuto! 180 litros por hora! Mais de 4.000 por dis!

O volume de água que se produz é uma cascata! E o volume de gás carbônico que sairia se fosse ao ar é imenso!

Logo, tanto a água é metabolizada novamente para fazer a glicose, como os carbonos são reaproveitados nessa síntese da mesma glicose, mesmo nos não jejuadores, exatamente como estamos argumentando desde o começo de nossos estudos: água sobra nos processos metabólicos.

W. D McElroy já havia calculado a necessidade de energia para fazer essas operações em mobilização diária de 240 a 300 kg de ATP ressintetizados ao dia, ou seja, em média até 6 Kg de glicose ou 3 Kg de lipídios ao dia.

Se a ingestão de 3.000 kcal de nossa dieta “costumeira” só corresponde a 300g de lipídios ou 600g de glicose, sempre perguntamos: De onde sai o que não comemos?

Vemos no uso das enzimas e no artifício engenhoso do ciclo das pentoses uma economia de até 70% de energia da energia total da fisiologia humana.

O que falta entender é: Mesmo os 30% de 300kg de ATP, isso é, 90kg de ATP por dia, não se carregam com 300g de lipídios ou 600g de glicose, se realmente a digestão abastece o liquido intercelular com 3.000kcal desse modo.

Os mentalistas, iogues, orientalistas falam de PRANA como sendo uma entidade ideal que devemos imaginar para preencher esse lugar. Descrevem eles uma “concentração mental” ou auto-hipnose, dizendo-nos que estamos recebendo essa energia pelo terceiro olho, no centro da testa, e espalhando-a pelos órgãos do corpo.

Os mais avançados unificadores do TAO com a FÍSICA falam em glândula pineal e energia da luz. E é isso que a ciência vem encontrando, como já expusemos nesse livro.

O encontro maravilhoso que estamos presenciando entre o processo Jasmuheen/ Evelyn & Steve e os dados da ciência, como estamos mostrando, nos levam ao eureka!; cocluimos:

O mecanismo automático do corpo não é moto-perpétuo, mas, dentro do ciclo dos hormônios e do equilíbrio orgânico, acrescentando a energia dos fótons pela pineal e pela pele toda, mais os componentes dos gases do ar, podemos reativar os processos da reciclagem dos líquidos celulares sem comer, quase por tempo ilimitado!

É uma questão de recondicionar a mente e compreender que comida é prazer, vício, hábito social, dependência Psicológica.

Podemos, com esse poder que a mente possui, fazer a mudança quando quisermos. E pequenas quantidades de mel, de ácido cítrico, sucos glicosados de frutas doces muito sol e ar puro com exercícios melhoram o processo.

Tenho realizado estudos e pesquisas científicas sobre transmutações nucleares a baixa energia, que, embora ainda em discussão, trazem novas teorias sobre a composição dos átomos e das partículas.

Os fatos não podem ser revogados.

Novas teorias devem explicar o anterior e os novos fatos. Kervran, na França, levantou uma hipótese – uma nova teoria –, a queal tenta explicar os fatos da física e da química que fogem das teorias atuais.

Nós estamos particularmente interessados na conversão de sódio em potásio recolhendo energia, e de potássio e sódio liberando energia.

Em ambas as séries de raciocínios (como age a homeostase para ter mais ATPs ressintetizando glicose ou para equilibrar a quantidade de sódio e potássio nas menbranas celulares), uma coisa é certa: a ordem vem de outra esfera (será mental, prânica, eu-superior, energia universal, luz, ou simples instinto de sobrevivência em feedback a situações de perigo?).

Fatos não podem ser revogados.

NÃO COMER hoje é fato.

Impedir os que querem fazer o processo dos 21 dias é método indigno de estudiosos.

12) Respiração Aeróbica

Na glicose (quebra de glicose), uma molécula de glicose é degradada em duas moléculas de ácido pirúvico, fornecendo hidrogênios energéticos, que reduzem o NADPH2 sintetizado com a energia liberada dos ATPs. Os elétrons do hidrogênio captados pela NAD são excitados – são os que entram em cosntituição de glicose e receberam ebergia da clorofila durante a fotossíntese. A energia luminosa captada por esses hidrogênios em seus elétrons excitados não se perdeu e permaneceu na glicose para ser perdida agora na respiração. Do NADPH2, os hidrogênios energéticos passam através da cadeia respiratória que fará o transporte dos elétrons, durante o qual eles irão perdendo energia gradativamente, de modo que, ao ingerir o último elemento dessa cadeia, estarão no mesmo nível baixo de energia que estavam na clorofila. O oxigênio molecular (O2) que entrou pelos pulmões será o ultimo elemento da cadeia respiratória, recebendo esses hidrogênios e formando água. Essa água metabólica é a ultima a ser eliminada pela urina.

Durante a passagem dos elétrons pela cadeia respiratória, sua energia vai sendo liberada e utilizada na síntese de ATP, juntando um P inorgânico ao ADP. É a fosforilação oxidativa. São sintetizados 6 ATPs; durante a glicólise formam-se 8 ATPs. Sendo dois diretamente e seis pela passagem pela cadeia respiratória.

No Ciclo do ácido cítrico se formam mais 30 ATPs totalizando os 38 ATPs por glicose.

Insistimos nos mecanismos de produzir energia porque é nesses procedimentos que estão os segredos do bom funcionamento da vida; portanto, provado que a energia pode ser prolongada sem desgastar-se ou pode ser refeita e economizada, teremos explicado “como” o corpo não depende de alimentos.

Explicamos atrás, com Guyton, que na queima de uma glicose 1 oxigênio recolhe 2 hidrogenios, formando uma molécula de água e sobrando CO2. “A enzima anidrase carbônica das hemácias faz a hidrólise desse CO2 formando ácido carbônico que se ioniza em hidrogênios e bicarbonato”. Essa série de operações converte de novo o CO2 em piruvato para o ciclo de Krebs.

O que falta explicar? Só o fóton que recebemos do sol explica a energia a mais que terá que entrar no automatismo.

13) No Jejum Total Ocorre o Feedback da Glicogênese

Guyton, pág. 523: “…Regulação da concentração sanguinea de glicose. No indivíduo normal, o controle da concentração de glicose sanguínea ocorre em uma faixa muito estreita, geralmente entre 80 e 90 mg/100 ml de sangue no indivíduo em jejum, de manhã, antes do café. Essa concentração aumenta para 120 a 140 mg/100 ml durante a primeira refeição, mas os sistemas de feedback de controle da glicose sanguínea retornam a concentração de glicose rapidamente ao nível de controle, em geral duas horas após a ultima absorção de carboidratos. Inversamente, no jejum, a função da gliconeogênese no fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicose sanguínea de jejum…”.

Nós completamos o evidente: o mecanismo do ciclo das pentoses tem tudo pronto para agir quando deixar de entrar alimento. O único impedimento estará no comando cerebral que percorra os nervos e cause medo, pânico, estimulando a adrenalina que emitirá insulina a mais e poderá desequilibrar o jejuador. Se o estado de consiencia segurar esse perigo, tudo irá bem.

Por que não percebemos até hoje o retorno ao ciclo automático? É porque a ingestão de comida inibe a ativação do processo de glicogênese do ciclo das pentoses.

Porém, se usarmos pequenos volumes de mel, ácido cítrico, sucos doces de frutas, muito sol e exercícios, melhoramos o automatismo até poder NÂO COMER definitivamente.

14)Osmose/Bomba Sódio-Potássio, Membrana Celular, Hemostease/Homeostease, Magnésio/Fósforo

Como É o Equilíbio Fisiológico Neste livro há a prática sobre jejuns curtos – 12 horas, 18 horas, 36 horas, 3 dias, 7 dias, 10 dias… E há a ciência, como os mestres da fisiologia, bioquímica, nutrição,etc., ensinam nas faculdades biomédicas do mundo todo. Comecemos pelo equilíbrio e homogeneidade dos líquidos celulares e extracelulares do nosso organismo. Há uma pressão maior dos líquidos intracelulares do que nos intercelulares, e estes possuem menor pressão do que a atmosfera. Se assim não fosse, as células não poderiam obedecer ao comando inconsciente vegetativo que vem do hipotálamo para executar suas funções de processar as energias, defesas, regulagem térmica; pois se a pressão fosse igual, os líquidos de fora atrapalhariam as funções. Do mesmo modo a difusão dos gases do ar seria impossível nos pulmões e nossos líquidos saltariam pelos poros… se a pressão desses líquidos não fosse menor. Entre os líquidos das células e do espaço intercelular operam as membranas celulares uma troca seletiva: só passa para dentro o que a célula precisa e só sai dali o que ela não precisa. É o que a fisiologia chama de “bomba sódio-potássio”. Esses líquidos extracelulares são quase homogêneos em todo o corpo, retiram do sangue o oxigênio e qualquer composto que precisem as células. O sangue circula entre os órgãos. Esses líquidos possuem em torno de 80 ou 85% de água e os sólidos (15%) são em sua quase totalidade materiais para dar energia (glicose e enzimas para quebrar a glicose, restos de glicoses quebradas, ou moléculas que compôs ou decompôs com glicose, mais ou menos 97% dos sólidos), sendo os 3% restantes dos sólidos vitaminas, sais, gases, alguns lipídios e cetoácidos (proteínas sem o grupo amina, isto é, sem o nitrogênio). A ciência sabe que esse composto é quase igual aos sucos de frutas, mel e água, se você batesse 10 frutas e estudasse o caldo.

Logo, fruta doce suculenta não deve causar grande conflito com esses sucos. Mas, só passará do tubo digestivo ao líquido extracelular se o corpo quiser, mesmo sendo líquidos iguais! Se um homem engole pelo tubo digestivo outros materiais que tenham composição diversa, eles provocam uma reação, um choque com o líquido extracelular. A ciência sabe que o organismo vai emitir seus comandos hormonais em resposta ao que está agredindo seu equilíbrio e vai fazer tudo para restabelecê-lo. Joga fora! Exemplo: um menino da Etiópia nasceu com seu corpo cheio de reações causadas por comidas como carne, feijão, toxinas de grãos, por irregularidades e tensões nervosas da mãe. Prosseguiu sem orientação de nenhuma espécie ou, pior, com a hipnose alucinada do assistencialismo que espalhou o conto de terror de que é preciso comer! E ele não tem comida! Quando recebe comida, é aquele leite de soja e farináceos desamornizando seu equilíbrio e causando choques todo dia! Pode até morrer! Inanição? Ou envenenamento? Desnutrição ou choque anti-homeostase? Vamos com calma! Se vocês entenderam o equilíbrio fisiológico em linhas gerais, estamos prontos para os detalhes? Podemos prosseguir o estudo? Seguiremos com os”14 Momentos do Circuito Hormonal no JEJUM”.

Guyton, pág. 30: “… Sem dúvida, a substância mais abundante que se difunde através da membrana celular é a água. Deve ser lembrado, novamente, que a quantidade de água que normalmente se difunde em cada direção através da membrana de um eritrócito por segundo é igual a cerca de 100 vezes o volume da própria célula. Contudo, em condições normais, a quantidade que se difunde nas duas direções é de tal modo equilibrada que nem mesmo o menor movimento real de água ocorre. O volume da célula permanece constante. Entretanto, sob determinadas condições, pode-se desenvolver através da membrana, uma diferença de concentração para outras substâncias. Quando isso ocorre, um movimento real de água efetivamente se dá através da membrana, determinando um intumescimento ou encarquilhamento da célula, dependendo da direção do movimento real. Esse processo de movimento real de água causado pela diferença de concentração é chamado osmose.” Guyton, pág 32: “… Existe um sistema de transporte ativo de sódio e potássio,com toda probabilidade, em todas as células do corpo. É chamado de bomba de sódio e potássio.” Guyton, pág 28: “… Difusão facilitada através da matriz lipídica. Algumas substâncias são muito mais insolúveis em lipídios e, no entanto, passam através da matriz lipídica por processo chamado de difusão facilitada ou mediada-por-carreador. Esse é o meio pelo qual, em particular, alguns açúcares e aminoácidos atravessam a membrana. O mais importante dos açúcares é a glicose. Ela (G1) combina no ponto 1 com uma substância – o carreador (C) – formando o composto G1C. Essa combinação é solúvel em lipídios, de modo que pode se difundir até a outra face da membrana, onde a glicose é liberada do carreador (ponto 2) e passa para o interior da célula, enquanto o carreador retorna para a face externa da membrana, para nova combinação com glicose. Assim, o efeito do carreador é solubilizar a glicose na membrana; sem ele, a glicose não pode atravessar a membrana.

“…O fator primário que determina quão rapidamente uma substância pode se difundir através da matriz lipídica da membrana celular é sua solubilidade em lipídios. Se for muito solúvel, dissolve-se muito facilmente na membrana e atravessa a matriz lipídica.” Guyton, pág. 32:”… O carreador transporta o sódio do interior para o exterior da célula e o potássio em direção inversa. E, dado que esse carreador também é capaz de desdobrar as moléculas de ATP, utilizando a energia dessa fonte para manter o transporte de sódio e de potássio, ele atua como uma enzima, sendo chamado de ATpase sódio-potássio.” “…Uma das peculiaridades desse sistema de transporte para o sódio e o potássio é que, normalmente, transporta três íons sódio para o exterior celular enquanto transporta dois íons potássio para o interior. Outra característica importante dessa bomba é a de que é fortemente ativada por aumento da concentração de sódio no interior da célula, essa ativação sendo proporcional ao cubo dessa concentração. Esse efeito é extraordinariamente importante fazer com que um aumento discreto da concentração de íons sódio no interior da célula produza ativação intensa da bomba, permitindo o pronto estabelecimento das concentrações normais.” Nós consideramos muito importante esse mecanismo, pois explica como o organismo opera quando comemos e sobram produtos que foram forçados pelo vício para dentro do corpo e precisam ser eliminados: quanto mais material trouxermos, mais será expulso do corpo! E, se não entrar pela comida, o que ali estiver não vai sair também do desgaste permanente pelos vícios e pelas comidas diferentes do líquido intercelular. Segue Guyton: “O mecanismo de transporte de sódio é tão importante em muitos e diferentes sistemas funcionais do organismo – como para as fibras nervosas e musculares, na transmissão de impulsos, para várias glândulas, na secreção de diversas substâncias, e para todas as células do organismo, na prevenção do intumescimento celular-, que é, freqüentemente, chamado de bomba de sódio”.

Nós concluímos: a difusão usando a membrana e sua bomba sódio – potássio explica como o corpo todo alcança o equilíbrio sem alimento e retorna os ciclos de recomposição da energia.  Guyton, pág. 3: “O termo homeostasia é usado em fisiologia para denotar a manutenção de condições estáticas ou constantes do meio interno. Essencialmente, todos os órgãos e tecidos do corpo desempenham funções que ajudam a manter constantes essas condições”. Nós completamos: É o que mais ocorre no jejum. E no jejum total essas condições, que são o natural do corpo, são facilitadas por três fatores evidentes – economizamos os gastos energéticos da ingestão, os da eliminação e os da neutralização das distorções que a comida produziria É um simples cálculo aritmético que nos diz por que sobra energia para MAIS atividade do jejuador, superior aos Komikazes. Fim!!!!!!!!!!!!!!!


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